
O passado sempre vem me atormentar, uma hora ou outra. Quando eu finalmente fico em paz ele retorna, carregado de sentimento e pessoas que eu desgosto. É algo que eu não posso apagar. Ningém pode, aliás. Mas podemos esquece-lo, evitá-lo, tirar das nossas vidas tudo que nos faça lembrá-lo, afinal, o que está feito está feito! Inevitável essas pessoas surgirem e o sentimento, de aceitação, coexistir. Eu, simples e sensível, nunca consiguirei passar uma borracha no que foi escrito. Como ser humano cheio de sentimento meu dever é apenas concordar e aceitar "eu não fui a primeira, mas hoje sou a que sempre quiseram". É fato, é a vida. O mundo gira e agora tenho que afirmar para mim mesma "agora é minha vez! A sua já foi!".
Na minha jornada passei por tempo difíceis de aceitação, recentemente. É difícil olhar nos olhos e ver uma terra já marcada e desgastada pelo clima, pela plantação anterior e pelo adubo inexistente. Agora é minha vez de adubar essa terra, e fazer crescer os trigos mais dourados que matarão nossa fome de amar, e se doar, e sobreviver...
Sobreviveremos, meu amor; sobreviveremos, amado eu.